domingo, 10 de março de 2013

" Whenever You Find Yourself Deconstructed It's A Good Starting Point "



já que o vento nos levou para caminhos distintos, podemos reactivar isto?
antes que a Coreia rebente com o mundo.

saudades, muitas. irmãos
*

C.atarina

sexta-feira, 2 de março de 2012

1.



essa coisa da fé, não o sabe a maioria, não se prende com deuses, religiões e conceitos normalizados pelos quotidianos históricos.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Há coisas que nunca mudam, e como tal, nem devemos tentar mudá-las.

Os gatos andam por lá e os extra-terrestres também.

*

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Hoje vi pirilampos, pensava que se tinham extinguido ou escondido das pessoas para sempre.

Pude lhes dizer o quão gostava da sua luz cintilante, desde que tenho consciência, ainda não lhes tinha agradecido por existirem.

É tão bom quando as coisas existem

quarta-feira, 31 de março de 2010

coisificar

1.Reduzir (o ser humano, ou elemento(s) ligado(s) a ele) a valores exclusivamente materiais:
2.Tratar como coisa;
3.Considerar(-se) meramente como coisa, destituindo(-se) de outros valores. = objectificar.




bang bang e depois faz-se silêncio.

quarta-feira, 24 de março de 2010

conheci dois gatos.

o gato da cidade lambe as patas feridas sob o olhar dos transeuntes doentes. o gato da cidade carrega em cada íris negra o fundo dos mistérios dos antigos templos druidas afundados. o gato da cidade esconde o verdadeiro sorriso debaixo da manta de listras negras e brancas. o gato da cidade debruça-se na varanda para o sol, para a lua e para as quedas e ascensões. o gato da cidade passeia nos tapetes de calçada, valorizando os mantos verdes fofos practicamente inabitados. o gato da cidade entretem-se com as paredes, com os quadros, o cheiro dos espelhos. o gato da cidade vive entre 4 paredes e quando assim não é, deita-se em soalhos de madeira, respirando o pó, enquanto ouve os passos das baratas no quadriculado dos azulejos à la mode de outra época. o gato da cidade maravilha-se com as luzes. com as luzes dos semáforos, dos candeeiros das ruas, com os letreiros. com frases luminosas como "Jesus Cristo é o Senhor" nas ruínas de um antigo cinema comprado por uma Igreja Maná. o gato da cidade perde-se nos símbolos gravados na pedra, no sangue & suor e nos cortinados ondulantes das outras casas. o gato da cidade encolhe os ombros às políticas, às conversas acerca do clima, às virtudes e podres da civilização. o gato da cidade alimenta-se de cafeína, nicotina e ansiedade. o gato da cidade viaja no lugar invisivel dos autocarros. o gato da cidade carrega o rio dentro da mente e procura o equilíbrio, ao pé coxinho, para que a mente não acabe num esgoto.
o gato da cidade vislumbra o lixo. chora com o lixo. impede-se a devorar mais lixo.
respirar. respira o resíduo das outras vidas, bafejado. o gato da cidade foge da velocidade dos automóveis e do barulho. esconde-se debaixo das rendas, dos trinados passageiros dos pássaros.
o gato da cidade deambula quando a rotina violenta lhe concede 24 horas. e conhece bem a prisão da responsabilidade.

o gato do campo adormece tranquilamente. sem medo do medo que a noite sabe trazer.
o gato do campo encontra a paz nas searas douradas e nos invernos gelados cortados pelos vôos nocturnos dos morcegos. e é. tanto quanto o da cidade, sendo o mesmo, apenas em maior sintonia com o espaço, com a inexistência de tempo e com os silêncios, os ecos e a verdade das coisas até na caixa dos botões.

um dia falarei da gata que viveu em mais casas que eu e que se deitava no meu colo e me dizia para não ser tola.
(ainda que não seja adequado, a existência é uma forma de escrita e vice-versa, assim seja, escreverei acerca do que vier. à cabeça, ora pois claro.)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Des-responsabilização ( que palavrão chiça )

É bom sitio para partilhar este pensamento.

Ora bem, fazemos uma analogia á nossa infancia, ao lugar mental de existirmos simplesmente para satisfazer as preces de um impulso interior. Livre de morais, apegações e responsabilidades.

Sem responsabilidades... não dar apenas uma unica satisfação, não depender de morais e ideologias pre-concebidas. Não ter que ir trabalhar, não ter que acordar cedo nem deitar tarde, não ter sitio para onde ir. Não ter obrigações para com nada nem ninguém.

Mas somos "adultos"...ansiando que a nossa infantilidade nunca desvaneça. Trabalhamos para poupar e na reforma desfrutar de não ter responsabilidades, ser ocupa e viver "à margem" da sociedade de modo a não terem responsabilidades perante esta, fazer o que se gosta de modo a que não pareça uma obrigação viver e desfrutar os frutos do seu gosto ou talento ou paixão.

Ou seja, rumamos, independemente do barco, para uma desresponsabilização, tirar o peso da obrigação dos ombros. simplesmente viver, ter tempo para alimentar os instintos e para se conhecer melhor. libertar as correntes do cerebro que nos prendem a uma espécie de obrigação para com a vida, como se quando nascemos já tivessemos um imposto e uma taxa por pagar. Ser livre e dono de si próprio.

De certa forma compreendo como nos desviaram da nossa essencia como nucleo duro criador de sonhos e formas de viver.

Mais... não tenho, era só um pensamento :)

terça-feira, 9 de março de 2010

Neo-Terrestres

Então imaginem só... nós, os terráqueos, aqui no planeta Terra, com a nossa impeadosa curiosidade cientifica a calcular tão rigorosamente o nosso próprio big bang que originou exactamente isto tudo tal exactamente como é ( é matematica vá lá, tem de ter credebilidade... né? )

e depois...

Ora recriamos o Big Bang tal como ele foi e destruimos tudo, uma explosao gigantesca, a Terra, a Lua, o Sol, as Constelações e o Universo. E voltamos a ter outra vez tudo exactamente como foi ( uma especie de butão de repeat )

Ou então, controlamos a explosão ( já viram que nós, terráqueos, somos bons com explosões eh? ) e pomos o mini-big bang numa vitrina, como um ecossistema, ali. "Olha recriamos o big bag tal como ele foi mas so para nos ( para o estudar deve ter pensado um deles ( deles?) )"
E temos assim uma nova repetição da História, concluindo assim porque raio pode Neptuno e Urano influenciar exactamente naquele dia de acordo com o mapa astral. Somos uma repetição.

O bom da história.... pelo menos ninguem nos conta o fim.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Concordar com o Bruno

Há quem diga que somos uma experiência alienígena. Isto não podia ser mais verdadeiro. Mas perguntam vocês: "Ah, sim? Então, onde é que eles andam?"

Eu explico.

* O extraterrestre está mascarado de qualquer coisa. É fácil, uma vez que não tem personalidade própria. Pode ser aquilo que quiser, ainda que não seja bom em tudo aquilo que faz.

* Mais, se decorre de um outro planeta e chegou até à Terra, deve ter vindo de um planeta mais avançado que o nosso, pelo menos, cientificamente falando.

* Se decorrem de um mundo onde a ciência impera, penso que devem ter ignorado os seus sentimentos porque o amor foi tornado matemático. Não é preciso sentir: basta calcular o "perfect match", o dia do casamento e aguardar a cópula. Portanto, acredito que o extraterrestre não sabe lidar com os seus sentimentos.

* Mais, se o extraterrestre está no planeta Terra para aprender, acredito que está constantemente a observar. Acredito, também, que apenas de quando em quando passa à acção; e que, quando o faz, a coisa corre mal porque é inadaptado - não tem experiência.

* O extraterrestre é diferente do resto da população porque não (re)conhece grande parte das convenções sociais. Como não conhece grande parte dos costumes da população humana está, também, em constante mutação - nunca parece o mesmo, por ser extremamente vulnerável aos estímulos exteriores.

* E querem saber da melhor? O extraterrestre fala correctamente a língua do país em que vive. Enquanto a estudava, não aprendeu a gíria e o calão.

Moral da história: extraterrestre sou eu.
Quanto mais sabes, mas as dúvidas te assombram.